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Colchões

Indeciso entre descansar após um dia de trabalho ou dormir uma sesta ao fim-de-semana?

Um colchão confortável é essencial para lhe atribuir uma sensação de aconchego, isolamento e relaxamento.

Solução confortável

Os colchões com molas de aço têm elasticidade, firmeza e uma excelente ventilação.

Os modelos de molas são os mais adequados para quem transpira muito ou vive em regiões com temperaturas quentes. No caso de alergias ou asma, um colchão de espuma ou látex com uma capa anti ácaros é a melhor opção para si.

Os sistemas de molas bicónicas (ou de Bonell) e de molas independentes (ensacadas) permitem definir zonas ergonómicas, fazendo variar a rigidez do aço com que são fabricados.

Nos modelos de molas ensacadas não há transmissão de movimento entre molas, pelo que são muito confortáveis sobretudo se o/a seu/sua companheiro/a se movimenta muito enquanto descansa.

Colchão

Características dos vários tipos de colchões:

Espuma

  • A elasticidade, densidade e firmeza do colchão dependem da densidade da espuma e do ar injetado nas suas células, em poliuretano ou poliéster.
  • Bom isolamento térmico, o que é uma mais-valia no inverno, mas não no verão.
  • Adaptam-se tanto a estrados de madeira perfurada e de ripas (mais rígidos) como de molas (mais suaves).

Molas

  • Possuem melhor ventilação do que os de espuma e os de látex, pelo que são mais adequados para quem transpira muito ou vive em regiões de verão quente.

Látex

  • O látex é perfurado para assegurar uma boa ventilação e regular a firmeza.
  • Adaptam-se ao seu corpo, com ventilação e isolamento correto.
  • Ideal para estrados de madeira e de molas.

Água e ortopédicos 

Os colchões de água, constituídos por um saco de borracha ou PVC cheio de água, adaptam-se bem ao seu corpo. Este material permite uma ótima distribuição da pressão e evita feridas em doentes acamados.

Para os Amantes das Curvas

Colchão

Um bom colchão deve acompanhar a curvatura natural da coluna e suportar todas as zonas do corpo. Os modelos com molas de aço são confortáveis e adaptam-se à pressão exercida, tanto por indivíduos pesados como leves.

Embora a firmeza do colchão seja uma questão de gosto pessoal, por regra um corpo mais pesado precisa de um colchão mais duro, para garantir melhor suporte. Se o colchão for muito rígido, o corpo não entra totalmente em contacto com ele. Confere menos apoio a algumas partes do corpo, mas melhora a ventilação. Já se o colchão for demasiado macio, há tendência para o corpo se afundar, aumentando a sensação de calor devido à má ventilação. Importante é que o seu colchão sustente corretamente o corpo, permitindo recuperar durante a noite.

Quem sofre de dores nas costas deve optar por um colchão nem demasiado rijo (não permite uma boa descontração), nem muito macio (acentua as dores).

Se houver uma diferença significativa de peso em relação ao (à) seu (sua) companheiro (a), opte por um sistema de duas bases e colchões individuais. Assim, o desnível que ocorre com um só colchão pode ser evitado e o conforto é maior. O mais pesado deve ficar com o colchão mais duro. Os colchões podem ser unidos com um só lençol-capa.

Colchão ideal respeita a curvatura da coluna

  • Deitado de lado, a coluna deve manter-se numa linha reta e os ombros e ancas afundar-se ligeiramente.
  • Num colchão demasiado macio, o corpo tem tendência para afundar.
  • Ao contrário do que possa pensar-se, um colchão muito rígido não é o ideal para as costas.

Substituir após 10 anos

Ao fim de 8 a 10 anos, o colchão deverá ser substituído devido à perda de firmeza e, sobretudo, de altura. Mas com alguns cuidados pode durar mais. Dê à sua cama, diariamente, algum tempo para arejar, mesmo no inverno, para permitir que a humidade saia.

Muito importante: vire regularmente o colchão – de cima para baixo e da cabeceira para os pés – para não criar zonas e deformação permanente.

Uma vela, um pau de incenso ou um cigarro podem dar origem ao pior. Verifique, por isso, se as camadas exteriores do colchão são fabricadas com materiais anti-inflamáveis ou têm características de autoextinção do fogo.

O que fazer ao velho colchão?
Se o colchão estiver em estado razoável, prefira doá-lo a uma instituição de apoio social interessada. Confira as instituições junto da Segurança Social.

Caso não apresente condições para ser usado, na compra do novo pergunte ao distribuidor se recolhem o usado. Se não for o caso, resta-lhe contactar o serviço municipal de recolha de monos domésticos. O mais provável é o colchão acabar num aterro sanitário. Também pode ser encaminhado para incineração, com recuperação da energia libertada pela queima da fração têxtil e das espumas. Na melhor das hipóteses, é entregue a um sistema de tratamento de resíduos com capacidade para desmantelar o colchão, separando a estrutura metálica dos têxteis e das espumas. Estes materiais são depois entregues aos seus recicladores.

A França avançou já com um bom exemplo do que deve ser feito nesta área: desde o início de 2011, a legislação obriga os fabricantes e os distribuidores de colchões a assumirem a responsabilidade na recolha de usados. Ou seja, os lojistas aceitam o colchão usado aquando da venda do novo, como sucede na generalidade dos países europeus para os frigoríficos, as máquinas de lavar, as televisões, os telemóveis e as lâmpadas, entre outros equipamentos elétricos e eletrónicos. Esta recolha não implica encargos adicionais para o consumidor.

Em Portugal, alguns estabelecimentos já recolhem colchões a título voluntário, doando-os a pessoas que precisam. Mas não há sistema de recolha obrigatório para tratamento adequado. Fica a proposta à Ministra do Ambiente: seguir o bom exemplo imposto pela legislação francesa.

Adepto da Guerra de Almofadas?

Almofada

Para além das famosas batalhas, manter a curvatura do pescoço é o objetivo principal de uma almofada.

Escolha de acordo com o material mais adequado para si.

  • As almofadas de penas deformam-se facilmente, mas, quando abanadas, retomam a forma. Adaptam-se à curvatura do pescoço, absorvem a humidade com facilidade e têm boa ventilação. São desaconselhadas a pessoas alérgicas.
  • As almofadas em látex oferecem bom suporte para a cabeça e curvatura do pescoço, solidez e isolamento térmico. A humidade não se liberta facilmente, pelo que são desconfortáveis no verão.
  • As de poliéster têm bom apoio para a cabeça, se não compactarem demasiado com o uso, conforto térmico e ventilação adequada mesmo no verão.
  • As ortopédicas são constituídas por dois rolos: o mais alto para quando se dorme de lado e, o mais baixo, para repousar de costas. Mas são pouco eficazes, pois os movimentos durante o sono alteram a posição da cabeça, que deixa de ser apoiada pelas duas zonas de altura.
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